22 janeiro, 2017

O Mundo que estava péssimo, piorou. A questão é que me falta o adjectivo mais ajustado para lhe definir o estado

É conhecida a minha admiração pelo traço, pela sensibilidade e pela capacidade de, associando uma coisa a outra, fazer passar a mensagem. Esta* é de uma violência inaudita mesmo se retida e mostrada, numa qualquer artéria pacata, longe dos terrores da Síria, Israel, Iraque, Líbia e de outros tantos lados menos falados.
Se quiserem saber como este mundo pacífico não o estava sendo  "escutem" Banksy, onde a imagem vale mais que mil discursos, vale mais que mil empolgantes palavras.
Trump?
Com a vossa omissão e tolerância, esperavam o quê?
* streetart, 2014, num dos acessos ao Festival de Glastonbury .

21 janeiro, 2017

Trump, os Marretas e a minha improvável "estrela Michelin"


Perguntarão, ao ler o título, o que terá o cu a ver com as calças. Não há nada que não tenha explicação e eu dou-a: apesar da mais que evidente ausência de sectores relevantes da sociedade americana no apoio a Trump, ele fez-se eleger presidente; mesmo confrontado com o cerrado ataque dos democratas e de Hillary, ele venceu; mesmo com o elevado, sofisticado e bem criativo exposto do ridículo, ele ganhou o apoio do povo... 
O que se passou? Eu explico com um exemplo. E é assim:
Hoje, cozinhei para gente, muita gente, do meu partido lá no Centro de Trabalho. Tivesse o criativo The Muppets me ridicularizado o acto e comparado o meu desempenho ao do louco cozinheiro sueco e é muito provável que estivesse agora a receber uma Estrela Michelin. 
Isto é: Trump talvez não fosse presidente se lhe tivessem pegado pela parte em que era válido ter sido atacado. O pior é que eu não sei se haveria muitas...

20 janeiro, 2017

Chegou o susto! E agora?

"A Terra rebentará, podemos tê-lo por seguro, mas não será para amanhã. Do que estamos a necessitar é de um bom susto. Talvez despertássemos para a acção salvadora." 
José Saramago

Que a imagem seja viral! E o texto um apelo ao antivírus

(este post é cópia quase fiel deste, do Mar Arável)


CONTRA O MEDO
O colossal perigo para o mundo será Trump nacionalista assumir a vertigem do poder pessoal, por cima das instituições dentro e fora do seu país. 
No seu discurso de posse, pato bravo ignorou a Constituição, os direitos humanos e até os seus adversãrios. 
Populista imprevisível, perigosa criatura, prometeu o descalabro, o crescimento da temperatura e da desordem internacional. 
A menos que um novo David assuma a pedra nas ruas, 
contra o medo.