27 abril, 2017

O 25 de Abril. As comemorações em Oeiras - I I


A primeira imagem, à esquerda, é a original e foi tirada por um profissional. Como profissional que é, certamente tirou várias para depois escolher a que melhor enquadrar. Como o orador a que se refere a imagem foi o terceiro a intervir naquele mesmo cenário, pode-se dizer que teria o fotografo toda a oportunidade em adequar os parâmetros da sua sofisticada máquina, de modo a que a luz realçasse as cores nacionais, a que a focagem fosse a correcta (para além de poder esperar que o bombeiro deixasse a cara descoberta).
A segunda imagem é uma grosseira montagem, feita por mim, para tentar emendar tão péssimo trabalho, repor dignidade (e tratar respeitosamente) alguém que tal merece.

E esse é quem? É o meu camarada Carlos Coutinho!
E quem é o Carlos Coutinho?

26 abril, 2017

O 25 de Abril. As comemorações em Oeiras - I


Referi eu ontem que o meu 25 de Abril começara no sábado passado, numa iniciativa digna. Referia-me a esta, promovida pela parceria entre a Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras  e a A25A - Associação 25 de Abril. Por mil e uma razões a ambas as associações estou particularmente grato.  Estendo essa gratidão a duas razões de alguma forma egoístas. Primeira, foi ter a EMACO concedido a honra de editar aquele livrinho de que alguns estarão lembrados. A segunda, foi por a A25A nos ter acolhido, na sua sede, a apresentá-lo.

Mas regressando à evocação de Abril (o meu amigo Jorge de Castro faz no seu espaço mais desenvolvida reportagem) assinalo aqui alguns aspectos:

Primeiro, a intervenção do meu camarada José Pós-de-Mina (o primeiro da esquerda na imagem acima) em dois aspectos que irão marcar decisivamente o futuro do poder local: um aspecto, tem a ver com a descentralização das competências no Poder Local se traduzir num descartar de responsabilidades do Governo Central nas autarquias em domínios de elevado peso orçamental (saúde e educação, mas também em outros) ficando assim à mercê de politicas restritivas e dos consequentes cortes orçamentais. Outro aspecto, os riscos de a alteração da Lei das Finanças Locais virem a limitar os recursos financeiros das autarquias à colecta de impostos, taxas e derramas, deixando as autarquias do interior e as de menor capacidade financeira entregues a si próprias, cada vez mais empobrecidas e agravado a capacidade de prestar os serviços públicos a que as populações, por dever constitucional, têm direito.

Segundo, o elevado nível atingido pelos momentos culturais (no inicio e no fim), de que sobressaem nomes (e rostos) que, quem não conheça, convirá registar.

O Duo Lavoisier  (Patrícia e Roberto); Raquel Cambournac; João Paulo Oliveira e Jorge Castro
Terceiro, a alocução de Simões Teles, em representação da Associação 25 de Abril, assim (quase na integra):
«As primeiras palavras são de agradecimento à Câmara Municipal de Oeiras pela cedência deste auditório municipal e pela adesão a esta iniciativa.
Não é por o Presidente da Câmara a ter ignorado que a A25A deixa de existir. Estamos vivos! E o mesmo facto também nos pode sugerir que as suas palavras sobre o 25 de Abril terão sido de circunstância.

25 abril, 2017

O meu 25 de Abril que começou a 22


É verdade, o meu 25 de Abril, começou a 22. Sábado passado, numa iniciativa digna, passou-se algo que merece ser assinalado. Tenho um texto, mas faltam-me imagens alusivas ao acto. Para não ficarem assim, a olharem para nada, adianto que das intervenções havidas, houve uma que vaticinava existir o risco da evocação de Abril cair em rotina. E antecipo isto, pois as imagens acima afastam esse risco (obrigado Eduardo). A avenida, hoje, encheu-se de juventude e quando a juventude pega, já não larga.

Voltarei a tal evento quando tiver acesso a imagens que ilustrem o que registei.

Hoje, foi assim, embora não desfilasse.


E não desfilei porque andei por outros lados. Por onde? Fica outra promessa adiada, pois o registo do que vale a pena registar, nos lados por onde andei, também carecem do que ainda não está disponível. Talvez amanhã...